Sobre o caos

Muito se fala do caos ético e moral que estamos vivendo, muitas críticas e opiniões. Hoje li uma dessas opiniões com um raciocínio muito ” raso” sobre os acontecimentos recentes no Estado do Espírito Santo. O escritor, teólogo e psicólogo,  diz: “a conclusão é a seguinte: se precisamos de polícia para sermos honestos, somos uma sociedade de bandidos soltos!”

Talvez o escritor tenha esquecido que nossa conduta ética e nossa moralidade nascem da “Lei ” aprendida com nosso pai, o formador do Superego. E é bom assinalar que Pai aqui significa toda figura que tenha nos oferecido os limites necessários para nos locomovermos no mundo – o NÃO é estruturante da nossa personalidade.

Imagino que agora você deve estar se perguntando onde quero chegar com isso?

Respondo que quero simplesmente lembrar que todas estas atitudes violentas e primitivas são um reflexo do ” grande desamparo” que sentimos neste momento de crise e caos.  Reagimos como bichos acuados, num movimento de auto preservação. Voltamos à barbárie do homem das cavernas, que lutava para sobreviver.

Foi com o estabelecimento da Civilização que o homem domou seus instintos para viver em sociedade. Nesta caminhada precisava de um líder, o Grande Pai da tribo e do grupo. Sentindo- se amparado e guiado por este líder o homem se desenvolveu.

Entretanto, no momento atual, aqueles que deveriam nos proteger, orientar, cuidar, são exatamente os mesmos que são acusados de crimes de corrupção e tantos outros. O sentimento reinante é de espanto e desamparo. Com quem podemos contar? Em quem acreditar?  Quem pode nos mostrar o caminho, nos oferecendo segurança e confiança? Quem será nosso ” exemplo” de ética, caráter e força? Quem será ” nosso pai”?

Como povo somos ainda muito frágeis nas questões de moral e bons costumes. Quando os condutores do barco perdem o rumo, ficamos à deriva, perdemos a noção de direção. Com certeza precisamos retomar o rumo e adquirir maturidade para enfrentar o caos e os limites impostos pela dura realidade atual.

Seria muito simples afirmar que nossa honestidade é dada pela Polícia,  é  muito mais complexo e preocupante.

Que possamos fortalecer,  dentro e fora de nós,  a Lei do Pai.

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